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  Sintrahtur mobilizado em defesa da valorização da categoria  
 
     
 

Neste ano, na Campanha Salarial do SINTRAHTUR, os trabalhadores reivindicam a reposição da inflação -que acumulou em 6,25% - e aumento real de 10%, além de reajuste de 20% para os salários normativos. Também reivindicam a substituição do adicional por tempo de serviço de 5 para 3 anos, com a adoção de triênio, a implantação do benefício de vale-alimentação e a garantia contra demissões imotivadas.

Como não podia ser diferente, a patronal do setor hoteleiro, que durante anos tentou impor o banco de horas, sem sucesso, diga-se de passagem, pela forte resistência da categoria e do sindicato, agora se utiliza do argumento da “crise” para tentar emplacar a flexibilização da jornada com redução salarial ou posterior compensação.
É uma tentativa no mínimo oportunista, por dois motivos que saltam à vista:

1º) A CRISE NÃO ATINGIU O SETOR DE HOTÉIS, RESTAURANTES E TURISMO – a crise atingiu, com maior profundidade, a indústria, particularmente a metalúrgica. Os setores de comércio e serviços, incluindo hotéis, restaurantes e empresas de turismo ainda não foi impactado pela retração da economia.  Em alguns casos, foram até beneficiados, pois houve crescimento do turismo voltado para o mercado interno.

2º) REDUZIR SALÁRIOS SIGNIFICA GANHAR  MENOS QUE O MÍNIMO NACIONAL – O maior contingente de trabalhadores do setor hoteleiro e restaurantes recebe salários na faixa do normativo, atualmente fixado em R$ 514,80, ou pouco superior.  Portanto, não há como fazer comparações com os salários da indústria metalúrgica – onde o valor médio é superior a dois salários mínimos (na casa dos               R$ 1.000,00). Para a nossa categoria, qualquer redução de jornada com redução de salário pode significar receber menos que o salário mínimo nacional.

            Dentro dessa realidade, qualquer proposta de redução de salários ou adoção de banco de horas não será aceita de forma alguma, pois é uma afronta à dignidade profissional. Por isso já deixamos bem claro aos empresários do setor: A CRISE NÃO É DOS TRABALHADORES. NÃO VAMOS PAGAR ESSA CONTA! Também não vamos silenciar quanto ao fato de que alguns empresários estão usando da crise (que não atingiu essa categoria econômica) para não apresentar proposta de reajuste salarial e ou de ampliação do normativo!

O Sintrahtur continuará a buscar a valorização da categoria, a redução da jornada sem redução de salário e a ampliação das conquistas sociais. Essa luta se dá em todos os setores da categoria e nossa mobilização será redobrada nesta Campanha Salarial, de forma a garantir reajustes neste dissídio que estabeleçam, no mínimo, o mesmo poder de compra dos salários do ano anterior.
 
     
     
     
 
 
 
Salário Mínimo.
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----------------------- Carta on-line    

 

: Sindicato dos Empregados em Empresas de Refeições Coletivas.

 

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