
Muito
tem
se
falado
em
Reforma
Trabalhista.
Cada
segmento
social
apresenta
uma
versão
diferente.
Os
patrões
querem
reduzir
direitos.
Os
trabalhadores
querem
garantir
os
direitos
atuais
e
avançar
em
novas
conquistas.
O
governo
abriu
o
debate
através
do
Fórum
Nacional
do
Trabalho,
sob
a
coordenação
do
Ministério
do
Trabalho
e
Emprego.
A
luta
para
garantir
as
reformas
que
interessam
aos
trabalhadores
não
se
resumirá
aos
debates.
Mas
é
importante
desenvolver
o
debate
e
fortalecer
a
unidade
do
movimento
sindical
em
torno
de
propostas
que
signifiquem
avanços
para
todas
as
categorias
profissionais.
Aqui
em
nossa
cidade,
sob
a
coordenação
da
Subdelegacia
do
Ministério
do
Trabalho,
foram
realizadas
várias
reuniões,
culminando
com
a
plenária
do
dia
16
de
julho,
que
reuniu
entidades
representativas
dos
trabalhadores
e
dos
empresários.
Presente
também
a
Delegada
Regional
do
Trabalho,
sra.
Neusa
Azevedo.
O
debate
resultou
na
aprovação
de
documento
a
ser
encaminhado
ao
Fórum
Estadual,
para
ser
debatido
entre
os
delegados
de
todas
as
plenárias
regionais.
O
documento
contemplou
a
síntese
dos
debates,
com
as
sugestões
das
entidades
presentes.
Nosso
sindicato
participou
dos
grupos
de
trabalho,
coordenando
a
discussão
dos
temas
Legislação
Trabalhista
e
Negociação
Coletiva.
Destacamos
alguns
pontos
importantes
das
posições
defendidas
pelo
SINTRAHTUR,
que
também
são
objeto
de
discussão
nacional,
dentro
da
orientação
da
CORRENTE
SINDICAL
CLASSISTA:
A
Reforma
Trabalhista
deve
ser
realizada
com
vistas
a
melhorar
as
condições
de
vida
dos
trabalhadores,
gerando
empregos,
redistribuindo
a
renda
nacional
e
combatendo
a
exclusão
social.
Para
tanto,
é
preciso,
de
imediato,
serem
tomadas
medidas
como:
-Formalização
da
relação
de
emprego.
Incrementar
a
fiscalização
à
informalidade.
Aumentar
o
valor
das
multas
pela
não
anotação
do
contrato
de
trabalho
na
Carteira
Profissional.
-Combate
a
terceirização.
Rever
as
disposições
sobre
a
terceirização
para
restringir
a
casos
mínimos.
Proibir
a
terceirização
pela
administração
pública.
Estabelecer
responsabilidade
solidária
entre
a
tomadora
e
a
prestadora
de
serviços.
Prever
multas
nos
casos
de
descumprimento
das
condições
legais.
-Fim
das
cooperativas
fraudulentas.
Alterar
o
art.
442
da
CLT
para
impedir
a
contratação
de
mão-de-obra
por
cooperativas
fraudulentas.
Realizar
um
mutirão
de
fiscalização
para
combater
as
fraudes.
-
Jornada
de
Trabalho.
Redução
da
jornada
de
trabalho
sem
redução
do
salário.
Limitação
às
horas
extras.
-
Fim
do
Banco
de
Horas.
-Recuperação
do
valor
do
salário
mínimo.
-Combate
às
demissões
imotivadas.
-Estabelecimento
de
política
salarial.
-Anistia
aos
dirigentes
sindicais
perseguidos
e
demitidos
injustamente.
-
Trabalho
Rural.
São
necessárias
medidas
específicas
para
o
trabalho
rural;
fiscalização
para
combater
a
informalidade
e
trazer
o
trabalhador
para
o
regime
da
previdência
social.
Pagamento
do
seguro
desemprego
para
o
trabalhador
rural
que
trabalha
de
safra.
-Combate
ao
trabalho
infantil
e
escravo.
Incrementar
a
fiscalização
e
combate
à
todas
as
formas
de
trabalho
infantil
e
escravo.
Aumentar
o
valor
das
multas
e
penalidades
para
os
empregadores
que
explorem
o
trabalho
infantil
e/ou
escravo.
-Adoção
de
medidas
de
proteção
à
saúde
do
trabalhador.
Outra
questão
importante
é
sobre
a
organização
sindical.
O
debate
reforçou
a
importância
de
manutenção
da
unicidade
sindical,
ou
seja,
da
existência
de
sindicato
único
por
categoria
profissional,
com
base
territorial
mínima
de
um
município.
Entendemos
que
a
transição
para
um
novo
modelo
deve
respeitar
o
que
foi
conquistado
em
termos
de
organização
e
deve
ser
feita
de
forma
democrática,
com
ampla
consulta
e
prever
que
as
mudanças
devem
ser
feitas
através
da
deliberação
dos
trabalhadores,
e
não
por
vontade
e
pelo
interesse
de
pequenos
grupos.
Queremos
mudar
o
que
existe
de
ruim,
mas
não
queremos
jogar
na
lata
do
lixo
o
que
foi
conquistado
pela
luta
dos
trabalhadores.
A
unidade
dos
trabalhadores
é
uma
arma
estratégica
e
imprescindível
na
luta
pelas
melhorias
de
condições
de
vida
e
pelas
transformações
necessárias
na
sociedade.
Historicamente,
os
patrões
e
os
inimigos
dos
trabalhadores
sempre
pregaram
a
divisão
do
movimento
sindical.
A
mudança
a
ser
feita
é
para
possibilitar
a
ampliação
da
unidade
dos
trabalhadores.
Estender
a
representação
da
entidade
para
segmentos
mais
amplos
e
para
setores
atualmente
inorganizados.
Também
a
negociação
coletiva
necessita
de
mudanças.
Defendemos
que
a
legislação
garanta
mecanismos
para
coibir
que
os
patrões
se
neguem
à
negociação.
Queremos
a
manutenção
do
Poder
Normativo
da
Justiça
do
Trabalho,
o
fim
do
efeito
suspensivo
do
TST
sobre
os
julgamentos
dos
Tribunais
Regionais
do
Trabalho,
o
livre
direito
de
greve
e
a
participação
das
Centrais
Sindicais
em
negociações
de
âmbito
nacional.
O
SINTRAHTUR
continua
participando
dos
debates
e
mobilizações
nacionais
sobre
a
reforma
sindical
e
trabalhista.
Dada
a
importância
do
tema,
estamos
selecionando
artigos
para
os
trabalhadores
manterem-se
informados.
Na
coluna
Opinião
desta
semana,
publicamos
o
documento
da
Corrente
Sindical
Classista,
elaborado
para
subsidiar
a
atuação
dos
sindicatos
nesses
debates.
Muitas
sugestões
estão
sendo
recebidas
e
analisadas
para
enriquecer
o
documento.
|